Corria o longínquo ano de 1888, quando nesta data Dona Isabel ("Bel" para os íntimos), meteu a caneta, ou melhor a pena no papel e disse que num tinha mais essa de escravidão aqui no Brasil. Boazinha ela, né? Sei não.. quase que não saía, depois de muitas outras leis é que decidiram abolir. Hoje, escravidão oficial não existe, mas a exclusão social a que se submete a maioria da população brasileira permanece, mas isso é pra outra história.
Em 1933, 45 anos depois, no mesmo 13 de Maio, nascia um baiano arretado: Waldick Soriano. Waldick era, como dizia Zé Geraldo,"gentil e sincero". Em 1978 ele lança um álbum chamado, adivinhem só, Quero ser teu escravo (rá!)
Acho, esta é a única escravidão à qual devemos nos submeter: ao amor.
Acho, esta é a única escravidão à qual devemos nos submeter: ao amor.
Muito além do que a união a dois, Amor é algo muito amplo, que por mais que se tente explicar não há palavras para fazer isso. Aliás há várias palavras que dão o conceito de amor. Desde o ágape ao eros, acredito que o amor passa por dedicação àquilo ou àquela(e) que você ama.
Hoje, 13 de Maio de 2010, é noite de Lua Nova, e espero que as pessoas se renovem a cada dia, como a Lua, para que se libertem de seus medos e tenham coragem de procurar seu caminho e quem sabe deixar esta Terra sem se arrepender. Eu vou agora pra junto de minha nega. Até a próxima.
Qualquer dia desses vou descer as ruas
Vou entrar nos bares
Vou beber os mares
Pra criar coragem e te procurar
Vou pela Fradique cantando um bolero
Feito um Waldick gentil e sincero
Coração errante que só quer amar
Desço a Purpurina onde a tarde brilha
Sobre a minha sina sol e maravilha
Com o peito em brasa
Desejando brisa.
Na rua Harmonia escrevo um poema
O céu é um cinema
Quando finda o dia
Sou bailarino gira mundo
Poeta sem endereço
Assustado e vivido
Um menino encantado
Que sonha viver pra sempre
Na barra do seu vestido.
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